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han sera
LAST CALL CINEMA
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ECHO

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POISON GIRL

Sera nunca esperou que a vida fosse fácil ou sequer minimamente gentil consigo; ainda nova aprendeu que em sua posição dificilmente receberia qualquer facilidade ou gentileza gratuita. O ambiente inóspito no qual foi criada deixava isso evidente, seus pais deixavam claro que felicidade sequer deveria ser algo almejado por si, que sonhos eram um perda de tempo e por isso faziam questão de destruir qualquer manifestação mínima do que pudesse ser um sonho ou esperança que ela ou o irmão mais velho tivessem.Ainda assim, ela e o irmão, Hansol, tentavam encontrar alívio em coisas pequenas, como conseguir brincar em uma praça longe o suficiente do radar dos pais, dividirem um sorvete ou chocolate escondidos no meio da madrugada, ou lerem juntos os livros e mangás que conseguiam pegar emprestado na biblioteca pública. Para Sera era especial quando o irmão conseguia, sabe-se lá como, arranjar canetinhas e tintas para que ela pudesse desenhar, ainda que tivesse que esconder tudo muito bem – às vezes que o pai encontrou não terminaram bem. Jaesun punia o filho quando Sera fazia algo de “errado”, porque sabia que doeria muito mais nela ver o irmão sofrer por algo que ela fez, e vice-versa.Na escola consequentemente se metia em confusão por se defender e defender outras pessoas, mas era uma boa aluna. Se esforçava para manter boas notas, mas nunca teve intenção de fazer faculdade, fosse pela falta de incentivo ou falta de dinheiro. Era inteligente, mas não boa o suficiente para conseguir uma bolsa e sabia disso desde muito nova, sua mãe fazia questão de frisar.As coisas mudaram quando ela fez 12 e decidiu sair do time de vôlei e ingressar na banda da escola. E foi ali onde descobriu sua vocação, onde se apaixonou pela primeira vez e encontrou um lugar onde poderia ser ela mesma sem preocupação alguma sobre como seus sentimentos seriam lidos ou vistos. Começou no piano e violão, depois passou para a guitarra e finalmente encontrou seu amor verdadeiro: a bateria. Sua professora dizia que a percussão, fosse de uma banda, orquestra ou fanfarra, era o coração do evento e Sera, com toda sua aparência e fama de "tough girl", arregalou os olhos e sentiu as bochechas corarem com a fala. Gostou da ideia de ser o coração de algo.No mesmo ano, aos 17, Hansol disse que ia fugir de casa, garantiu para Sera que voltaria para buscá-la assim que pudesse. Dois anos se passaram e a garota perdeu as esperanças, e se não fosse a denúncia de maus tratos realizada por dois de seus professores, duvidava que um dia sairia viva daquela casa.Han Minyoung foi a primeira pessoa que um dia deu verdadeiras esperanças para Sera, não sabia o que a médica tão inteligente, bem vestida e amável tinha visto em si, mas toda semana, fosse para cumprir seu papel de médica voluntária no orfanato ou simplesmente para conversar e assistir Sera ler os livros disponíveis na biblioteca do lugar, ela estava lá. Não demorou muito para conhecer o esposo da mulher, igualmente gentil e carinhoso, e com 14 anos foi finalmente adotada por eles e introduzida a uma realidade totalmente diferente do que jamais imaginou. Ter sido adotada em uma idade tão avançada já parecia um milagre, mas ser adotada por uma família que estava pronta para suprir todas suas necessidades, parecia um sonho.Os traumas minuciosamente lapidados por seus pais biológicos não sumiram com facilidade, provavelmente nunca sequer iriam, ainda assim o casal deu todo o apoio psicológico para que a transição fosse feita da forma mais suave possível para Sera. Não que precisasse de muito, principalmente para começar a ver o casal como seus pais, para um amor sincero de pais e filha florescer um pouco mais todos os dias, até de fato virarem uma família. Mas Seoul ainda parecia ser demais para Sera; muita informação, muitos coquetéis beneficentes, muitas pessoas a olhando com desprezo por eventualmente descobrirem que ela não era uma Han por sangue, que se por milagre, o casal conseguisse engravidar, ela corria o risco de não herdar nada da rede de hospitais do lado materno, ou da construtora do lado paterno.A ideia de pedir transferência para uma faculdade em Busan não agradou Minyoung de primeiro momento porque “todas as melhores faculdades do país estão em Seoul” e porque mesmo a mulher a conhecendo muito bem, conhecendo seu amor pelo curso de música, Sera sabia que ela talvez acreditasse que estando perto, em algum momento, poderia conseguir a fazer mudar de ideia sobre a carreira que queria seguir. Mas seu pai entendeu que ela precisava de espaço para seguir seus sonhos, longe das socialites que gostavam tanto de espalhar veneno, e por fim ajudou a conversar com a esposa até que ela concordasse com a ideia.Tudo parecia mais leve em Busan: as pessoas eram mais simpáticas, o ritmo era menos acelerado, a brisa do mar parecia criar uma camada especial na cidade por inteiro. Ela não demorou muito em entrar para uma banda com alguns colegas de faculdade, mas ainda não parecia certo, ao contrário da Last Call Cinema que no momento em que conheceu os outros membros, que tocaram juntos pela primeira vez, teve certeza que tinham algo muito bom em mãos.

HAN SERA
28/12/1999
Baterista e vocal de apoio

Sera é uma pessoa intensa, espontânea e por vezes, imprevisível. Ela experimenta todos seus sentimentos com uma intensidade quase palpável, e pode passar de feliz à irritada em questões de minutos, então não é preciso mencionar que ela é cheia de inseguranças e faz seu melhor para que essa vulnerabilidade não se exponha além de por meio da música.Por outro lado, o que frequentemente é mais exposto, Sera é carismática, determinada e leal. Se ela precisar cometer um crime por um amigo o qual ela confia fielmente, faria sem pensar duas vezes; não desiste fácil de seus objetivos e nem das pessoas que ela considera que valem a pena.É divertida, uma boa companhia para quem gosta de montanha-russa, uma garota como outra qualquer com o diferencial de que quando seus dias são bons, são ótimos e quando são ruins, são catastroficamente horríveis.

+ Mudou de nome quando foi adotada, antes seu nome era "Hana".
+ Suas comidas favoritas são teokbokki, hoddeok e gamjajeon.
+ Tem uma gata chamada Mango.
+ Se formou em música pela PNU.
+ Tem dificuldade em escolher um baterista favorito, depende muito do que está ouvindo, mas durante a entrevista para o acampamento mencionou Meg White, Matthew Helders, John Densmore e Mitch Mitchell.

ENTREVISTA

De onde surgiu a sua relação com a música? Ela é nova, ou te acompanha desde criança?
Não cresci em um ambiente onde música fosse uma coisa presente, não tinha isso em casa. Então não, não me acompanha desde criança no sentido romântico que a pergunta sugere, mas surgiu na escola, através de uma professora. Eu gostava de passar o máximo de tempo possível fora de casa e eventualmente entrei na banda da escola, onde me apaixonei pela bateria depois de passar por alguns outros instrumentos. Sabe quando as coisas começam a fazer sentido? Não sei se vocês já se encontraram, se isso que vocês fazem realmente é o que amam, mas foi o que aconteceu comigo quando eu comecei a tocar.
Como foi a sua entrada para a banda?
Uma amiga disse que fez amizade com uns garotos na loja de discos que nós costumávamos frequentar, que volta e meia falavam sobre montar uma banda, e que provavelmente nós nos daríamos bem por conta dos artistas e dos gêneros que eles gostavam. Um dia acabei trombando com eles por lá e ela tinha razão, nos demos muito bem, nos tornamos amigos e eu disse que se um dia a ideia da banda saísse do imaginário e quisessem mesmo tocar alguma coisa, eu queria ocupar a bateria. Acho que não dei muita opção para eles, na verdade, vivia choramingando sobre como seria incrível tocar algo que eu realmente gostava, já que a banda que eu estava antes não era exatamente minha coisa mais favorita.
Quais influências, tanto positivas quanto negativas, que fazem você ser o artista que é hoje?
A primeira pessoa que me vem à cabeça é minha primeira professora de música. Não só pelo que ela me ensinou tecnicamente, embora isso também tenha sido importante, mas ela insistia em todos os alunos e eu não era uma aluna fácil, não demonstrava muito, não perguntava, não pedia ajuda. E ela continuou prestando atenção do mesmo jeito, e eu não parecia um problema a resolver, ela não via problema na minha demora em demorar a encontrar um instrumento “fixo”, por assim dizer. Ela me disse que a bateria é o coração de uma banda, e eu que nunca fui o coração de nada, me apaixonei. Aprendi a tocar com ela, mas aprendi outras coisas também que demorei mais tempo para nomear.
Meu pai foi outra influência que não esperava. Foi ele quem primeiro perguntou sobre a música de verdade, quem ficou do meu lado quando isso ainda não era consenso em casa. Tem algo muito específico em alguém acreditar em você antes de você ter qualquer resultado para mostrar, principalmente porque minha família vem de um caminho muito mais comum e mais seguro. Isso moldou como eu encaro o que faço, acho que tirou de mim aquele impulso de só me permitir querer algo depois de ter certeza que vou conseguir.E eu sou muito fã da Meg White, gosto da ideia da bateria ser a base da música, de parecer simples mas em uma segunda ouvida você percebe que é ela quem segura toda a tensão da faixa, não a guitarra ou o baixo. Mas também sou muito influenciada pelo Matthew Helders, é difícil você encontrar uma bateria tão pesada e que se destaca tanto nas músicas dentro do indie rock como a dele, acho que ele mudou um pouco a cena. E o John Densmore e o Mitch Mitchell que também influenciaram outros bateristas incríveis.O que espera conquistar com o Echo Grounds, pessoalmente e como parte da banda?
A banda está em um ponto onde a gente precisa de uma resposta. Não necessariamente a resposta certa, mas uma resposta. Quatro anos praticamente presos na mesma cidade e tendo as mesmas discussões com nomes diferentes... Chega uma hora que isso começa a pesar de um jeito que a gente não admite direito, mas todo mundo sente. Espero que Echo Grounds tire a gente desse circuito e coloque em um ambiente onde não tem como fingir que está tudo funcionando se não está. Isso me interessa. Prefiro o desconforto real ao conforto falso.
Pessoalmente falando, acredito que essa experiência vá me aproximar de alguns extremos e por consequência trazer algum desenvolvimento pessoal, talvez mais no quesito social do que musical, não sei direito. Só espero sair melhor do que vou entrar.Como se imagina daqui a 5 anos? Espera continuar no mundo da musica?
Sim. Não tenho plano B e não quero ter. Sei que isso pode soar irresponsável, dependendo de quem está ouvindo, e também um privilégio que reconheço ter, mas é a verdade. A música não é algo que faço porque não encontrei outra coisa, é a única coisa que desde o começo foi completamente minha, que ninguém me deu e ninguém pode tirar, é o que eu acredito que nasci para fazer mesmo sabendo o quão clichê isso possa parecer. Daqui a cinco anos quero estar tocando. Em um palco maior, em um palco menor, produzindo, compondo, não sei. Mas ainda envolvida com música. O resto a gente vê.

GUIDELINES

Olá! Meus pronomes são ela/dela, sou +21 e estou aberta para todo tipo de plot.+ Sempre vou preferir jogar ao invés de hc, mas entendo a demora em respostas afinal todos temos vida fora daqui.
+ Não jogo e nem trato sobre tópicos +18 com players menores de idade.
+ A Sera é uma personagem de personalidade instável, peço que levem isso em consideração quando interagirem com ela.
+ Se por ventura minha char lhe ofender de alguma forma, por favor me chame na dm para que possamos resolver de forma clara.